Temos aqui um assunto bastante delicado. Afinal, a partir dele, surgem grandes discussões, brigas e até mesmo guerras. Pois é, o que deveria servir para unir as pessoas e causar coisas boas acabou virando uma arma nuclear. Pode parecer difícil de entender, mas, na verdade, é muito fácil de explicar. Nesse texto, pretendo mostrar essa diferença e, simultaneamente, tentar detalhar a maneira que enxergo pessoalmente toda essa situação.
Sempre acabei causando polêmica, mesmo que contra minha vontade, ao levantar a bandeira do ateísmo. Não se trata de desacreditar de qualquer coisa e desprezar a RELIGIÃO dos outros, mas sim de não conseguir ter FÉ em tudo o que li na Bíblia. E é aí que começa o problema. Comecem a enxergar: FÉ e RELIGIÃO podem parecer a mesma coisa, mas não são.
Não há diálogo ou debate se as pessoas não entendem e respeitam a sua
opinião. FÉ e RELIGIÃO são duas coisas totalmente diferentes. Para mim, RELIGIÃO é o câncer da humanidade, assim como a FÉ é a base de todas as soluções pra nós. São coisas independentes. Se você tem FÉ, não importa se é em Deus, em Jah, em Buda ou no diabo. Se isso te faz bem, isso é ótimo e é o que importa.
Eu tenho muita FÉ, mas não tenho nenhuma religião. Ter fé é algo
intransitivo, e pronto. Religião já é outro assunto, o qual repudio. Sou contra o crente que prega a religião dele, assim como o ateu que desconstrói. O fato é que acaba não existindo A RELIGIÃO, e sim RELIGIÕES que digladiam entre si, causando ódio, discórdia, mortes e guerras.
Posto isso, fica claro: fé e religião são quase opostos. Ninguém precisa de religião para ter fé e, hoje em dia, nem é preciso ter fé para se ter religião. Saibamos respeitar a opinião alheia e demonstrar a nossa, sem a intenção de pregá-la ou impôr nossos pensamentos ao próximo. Dessa forma, poderemos conviver em paz.
