Temos aqui um assunto bastante delicado. Afinal, a partir dele, surgem grandes discussões, brigas e até mesmo guerras. Pois é, o que deveria servir para unir as pessoas e causar coisas boas acabou virando uma arma nuclear. Pode parecer difícil de entender, mas, na verdade, é muito fácil de explicar. Nesse texto, pretendo mostrar essa diferença e, simultaneamente, tentar detalhar a maneira que enxergo pessoalmente toda essa situação.
Sempre acabei causando polêmica, mesmo que contra minha vontade, ao levantar a bandeira do ateísmo. Não se trata de desacreditar de qualquer coisa e desprezar a RELIGIÃO dos outros, mas sim de não conseguir ter FÉ em tudo o que li na Bíblia. E é aí que começa o problema. Comecem a enxergar: FÉ e RELIGIÃO podem parecer a mesma coisa, mas não são.
Não há diálogo ou debate se as pessoas não entendem e respeitam a sua
opinião. FÉ e RELIGIÃO são duas coisas totalmente diferentes. Para mim, RELIGIÃO é o câncer da humanidade, assim como a FÉ é a base de todas as soluções pra nós. São coisas independentes. Se você tem FÉ, não importa se é em Deus, em Jah, em Buda ou no diabo. Se isso te faz bem, isso é ótimo e é o que importa.
Eu tenho muita FÉ, mas não tenho nenhuma religião. Ter fé é algo
intransitivo, e pronto. Religião já é outro assunto, o qual repudio. Sou contra o crente que prega a religião dele, assim como o ateu que desconstrói. O fato é que acaba não existindo A RELIGIÃO, e sim RELIGIÕES que digladiam entre si, causando ódio, discórdia, mortes e guerras.
Posto isso, fica claro: fé e religião são quase opostos. Ninguém precisa de religião para ter fé e, hoje em dia, nem é preciso ter fé para se ter religião. Saibamos respeitar a opinião alheia e demonstrar a nossa, sem a intenção de pregá-la ou impôr nossos pensamentos ao próximo. Dessa forma, poderemos conviver em paz.
Registrando Pensamentos
domingo, 19 de maio de 2013
domingo, 4 de novembro de 2012
Ensaio sobre a prancheta
Não é novidade para ninguém a modernização do futebol mundial e, consequentemente, do futebol brasileiro. Mudanças que vão desde os esquemas táticos até as mais profundas raízes do esporte. Diante do clamor por mudanças em regras através da tecnologia, deixamos de dar destaque ao que vem mudando, e muito, dentro das quatro linhas.
O estudo da tática ganha cada vez mais espaço das discussões em bar às mesas redondas da televisão. De fato, a distribuição dos jogadores em campo e suas funções viraram fortes aliados dos treinadores mais espertos. O futebol exige, sim, um processo de aperfeiçoamento contínuo. A prova disso é o folclórico Joel Santana, que tornou-se obsoleto, e sua prancheta, apesar de sempre presente, que virou mero enfeite nas mãos do apenas motivador.
Assim como os jogadores, treinadores também evoluem. É o caso de Tite. Antes figurante, hoje o treinador se mostra profundo entendedor do processo tático que se passa em campo, como demonstrou na entrevista à ESPN, mostrando que o título brasileiro e a marcante conquista da Libertadores não foram coincidência. É preciso estudar cada variável e cada movimento dos onze jogadores em campo.
A principal das mudanças desenvolvidas pelo aspecto tático é a compactação do meio-campo. Simbolizada pelo surgimento de Arouca, hoje no Santos, a evolução tática envolve função e posicionamento de volantes e meias. Hoje, caíram por terra as nomeações de "primeiro volante", que seria responsável pela marcação, e "segundo volante", encarregado da saída de bola e ligação entre defesa e ataque. Agora, é preciso saber desempenhar ambas as funções.
A chegada de um volante à frente deixou de ser um "elemento surpresa", expressão eternizada pelos locutores por todo o país. Paulinho, volante do Corinthians e um dos melhores e mais regulares jogadores do Brasil, é presença constante na armação e finalização de jogadas, além de um exímio marcador. Já Renato, do Botafogo, apesar da ótima saída de bola - que também não apresenta a mesma eficiência de antes, já não compensa a falta de poder combativo, o que o fez perder a vaga para o jovem e talentoso Jádson.
Os meias também sofreram com a modernização tática do padrão de jogo. Jogadores mais lentos, diante de um futebol tão corrido e dinâmico, precisam provar a cada jogo que a eficiência técnica não prejudica a competitividade da equipe. Apenas os grandes nomes sobrevivem - como Alex, ex-Fener, e Ganso, que precisa superar seu momento de baixa, hoje no São Paulo. Também é comum que volantes experientes de muita técnica sejam adiantados para a armação, como os casos de Deco e Seedorf, a fim de não comprometer o sistema defensivo da equipe.
Tendência por todo o mundo, o esquema 4-2-3-1 passou a exigir mais também dos atacantes. Antes divididos em centroavantes e "wingers" - os conhecidos pontas, cada vez mais precisam se aperfeiçoar. O estilo mais buscado hoje em dia é o atacante que sabe participar da dinâmica da equipe, voltando para buscar jogo e também caindo pelas pontar para a entrada dos meias na área, sem perder seu poder de finalização. Como exemplos, temos Leandro Damião e Emerson Sheik - para não cair no lugar-comum de citar Neymar, o "faz-tudo" do Santos e também do futebol brasileiro.
Sendo assim, podemos perceber que a evolução tática promoveu o dinamismo entre as posições, que não são mais tão fixas como antes. Hoje, os conhecidos zagueiro-zagueiro e pivozão não se criam mais. É preciso saber explorar suas melhores qualidades individuais sem perder a competitividade da equipe. Todos precisam se encaixar no esquema tático de um futebol cada vez mais coletivo - tanto é que esse passa a ser o maior desafio de Mano Menezes na Seleção Brasileira, visando a Copa do Mundo de 2014: é preciso montar um grupo competitivo a partir de tantos valores individuais disponíveis. Mãos à obra e muita tática!
O estudo da tática ganha cada vez mais espaço das discussões em bar às mesas redondas da televisão. De fato, a distribuição dos jogadores em campo e suas funções viraram fortes aliados dos treinadores mais espertos. O futebol exige, sim, um processo de aperfeiçoamento contínuo. A prova disso é o folclórico Joel Santana, que tornou-se obsoleto, e sua prancheta, apesar de sempre presente, que virou mero enfeite nas mãos do apenas motivador.
Assim como os jogadores, treinadores também evoluem. É o caso de Tite. Antes figurante, hoje o treinador se mostra profundo entendedor do processo tático que se passa em campo, como demonstrou na entrevista à ESPN, mostrando que o título brasileiro e a marcante conquista da Libertadores não foram coincidência. É preciso estudar cada variável e cada movimento dos onze jogadores em campo.
A principal das mudanças desenvolvidas pelo aspecto tático é a compactação do meio-campo. Simbolizada pelo surgimento de Arouca, hoje no Santos, a evolução tática envolve função e posicionamento de volantes e meias. Hoje, caíram por terra as nomeações de "primeiro volante", que seria responsável pela marcação, e "segundo volante", encarregado da saída de bola e ligação entre defesa e ataque. Agora, é preciso saber desempenhar ambas as funções.
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| Acostume-se com essa imagem: desenhos táticos viraram tendência no mundo do futebol |
A chegada de um volante à frente deixou de ser um "elemento surpresa", expressão eternizada pelos locutores por todo o país. Paulinho, volante do Corinthians e um dos melhores e mais regulares jogadores do Brasil, é presença constante na armação e finalização de jogadas, além de um exímio marcador. Já Renato, do Botafogo, apesar da ótima saída de bola - que também não apresenta a mesma eficiência de antes, já não compensa a falta de poder combativo, o que o fez perder a vaga para o jovem e talentoso Jádson.
Os meias também sofreram com a modernização tática do padrão de jogo. Jogadores mais lentos, diante de um futebol tão corrido e dinâmico, precisam provar a cada jogo que a eficiência técnica não prejudica a competitividade da equipe. Apenas os grandes nomes sobrevivem - como Alex, ex-Fener, e Ganso, que precisa superar seu momento de baixa, hoje no São Paulo. Também é comum que volantes experientes de muita técnica sejam adiantados para a armação, como os casos de Deco e Seedorf, a fim de não comprometer o sistema defensivo da equipe.
Tendência por todo o mundo, o esquema 4-2-3-1 passou a exigir mais também dos atacantes. Antes divididos em centroavantes e "wingers" - os conhecidos pontas, cada vez mais precisam se aperfeiçoar. O estilo mais buscado hoje em dia é o atacante que sabe participar da dinâmica da equipe, voltando para buscar jogo e também caindo pelas pontar para a entrada dos meias na área, sem perder seu poder de finalização. Como exemplos, temos Leandro Damião e Emerson Sheik - para não cair no lugar-comum de citar Neymar, o "faz-tudo" do Santos e também do futebol brasileiro.
Sendo assim, podemos perceber que a evolução tática promoveu o dinamismo entre as posições, que não são mais tão fixas como antes. Hoje, os conhecidos zagueiro-zagueiro e pivozão não se criam mais. É preciso saber explorar suas melhores qualidades individuais sem perder a competitividade da equipe. Todos precisam se encaixar no esquema tático de um futebol cada vez mais coletivo - tanto é que esse passa a ser o maior desafio de Mano Menezes na Seleção Brasileira, visando a Copa do Mundo de 2014: é preciso montar um grupo competitivo a partir de tantos valores individuais disponíveis. Mãos à obra e muita tática!
segunda-feira, 25 de junho de 2012
O rap me escolheu porque aguento ser real
Há um tempo, escrevi um texto sobre RAP, mas nunca postei. Não sabia explicar, até hoje, o motivo de não ter publicado. Agora, meses depois, consigo entender: eu simplesmente não estava pronto. Relendo o que escrevi, percebo que apenas expliquei o RAP e suas origens. Oras, isso as pessoas podem encontrar pelas buscas do Google. Eu não precisava entender o RAP, eu precisava senti-lo.
O RAP não é só um estilo de música, nem mesmo um estilo de vida. O RAP é sentimento. O RAP é o amor, a esperança, o foco, a força e a fé. Através dele, nos tornamos pessoas melhores - é só aplicar no nosso dia-a-dia tudo o que aprendemos e sentimos com ele. Entre batidas simples e palavras fortes, verdades reunidas em forma de música, socos na boca do estômago e um choque de realidade surreal. RAP não se escuta com os ouvidos, e sim com a alma.
Lutar para quebrar o preconceito enraizado em um país que valoriza muito pouco a sua diversidade e riqueza cultural se tornou uma missão pra quem ama o RAP. É difícil fazer uma pessoa que absorveu esse preconceito parar pra ouvir e analisar, mas quando se consegue, a sensação é incrível. Não só de dever cumprido, mas de ajuda ao próximo, pois certamente aquilo deixará de ser apenas um estilo musical pra essa pessoa.
No dia 26/05/12, vi algo inimaginável anos atrás: um programa da TV Globo abrindo espaço pro RAP, transmitindo ao vivo nomes como Emicida, Flora Matos, MV Bill, DJ Nyack e Rael. Sabemos que isso é apenas um processo de mutualismo - o sistema capitalista apenas se aproveita do sucesso do momento para lucrar. Mas, em troca disso, divulgam e propagam por todo o país o trabalho feito, e é isso que pode fazer a diferença, pois toda mudança começa por um primeiro passo. E o RAP, em sua essência, tem tudo pra fazer do mundo um lugar melhor pra todos nós.
E aí, que tal experimentar esse sentimento e fazer parte da revolução por um mundo mais humano? Sou capaz de GARANTIR que os quatro minutos abaixo têm força suficiente pra mudar a sua vida:
domingo, 1 de abril de 2012
Estar perdido
Muitas vezes, nos decepcionamos com pessoas. Conhecidos, amigos e até familiares. É normal, acontece, afinal todos erramos. Mas existem situações que nos fazem parar e refletir num sentido mais abrangente do que é a decepção. Já pararam pra analisar como é o mundo hoje em dia? As boas ações, o amor ao próximo, o "gentileza gera gentileza", o "fazer o bem sem olhar a quem".. Todos viraram apenas frases de efeito - que a maioria gosta de compartilhar no Facebook, mas não as interpreta para a vida.
Não é papo-cabeça, não é lição de moral. É apenas se sentir perdido, se sentir sozinho no meio de tanta gente. Sinto-me diferente por querer fazer o bem às pessoas, por sentir vontade de ajudá-las sem querer nada em troca. Seja um gesto de compaixão ou um ato de amizade profunda, as pessoas nem pensam mais nisso. Vivem suas vidas e colocam suas vontades acima do bem-estar coletivo. Ninguém aqui está pedindo pra fazermos da vida uma grande "WE ARE THE WORLD", mas apenas medir as consequências de nossos atos e dar à felicidade do outro o mesmo valor que damos à nossa.
O mundo não chegou no ponto que está à toa. São décadas e décadas movidas a interesses, ganância e individualidade. Podemos perfeitamente diferenciar um erro - fato corriqueiro na vida de todos nós - de uma atitude tomada por questões de prioridades. A falsidade, a ignorância e o completo desrespeito andam juntos, e nos cercam. Por toda a parte. Por isso, se apegue aos poucos e bons: ame muito seus pais, seus chegados, seus poucos e bons amigos. São eles que te sustentarão em momentos de perplexidade diante das - cada vez mais comuns - demonstrações de que o mundo está de ponta-cabeça.
Não é papo-cabeça, não é lição de moral. É apenas se sentir perdido, se sentir sozinho no meio de tanta gente. Sinto-me diferente por querer fazer o bem às pessoas, por sentir vontade de ajudá-las sem querer nada em troca. Seja um gesto de compaixão ou um ato de amizade profunda, as pessoas nem pensam mais nisso. Vivem suas vidas e colocam suas vontades acima do bem-estar coletivo. Ninguém aqui está pedindo pra fazermos da vida uma grande "WE ARE THE WORLD", mas apenas medir as consequências de nossos atos e dar à felicidade do outro o mesmo valor que damos à nossa.
O mundo não chegou no ponto que está à toa. São décadas e décadas movidas a interesses, ganância e individualidade. Podemos perfeitamente diferenciar um erro - fato corriqueiro na vida de todos nós - de uma atitude tomada por questões de prioridades. A falsidade, a ignorância e o completo desrespeito andam juntos, e nos cercam. Por toda a parte. Por isso, se apegue aos poucos e bons: ame muito seus pais, seus chegados, seus poucos e bons amigos. São eles que te sustentarão em momentos de perplexidade diante das - cada vez mais comuns - demonstrações de que o mundo está de ponta-cabeça.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Carnaval de outro mundo
Recentemente, fiz uma postagem sobre o modo de relacionamento das pessoas. Pois bem, mal sabia eu que, um tempinho depois, passaria um Carnaval que, de várias formas, me encheu de esperança e felicidade ao ver que nem tudo está perdido - apenas desviado do caminho certo devido às transformações da sociedade moderna.
Enquanto lutava pra vencer problemas pessoas bem chatos, recebi um convite. Inicialmente, nem levei muita fé: amigos me chamando pra passar o Carnaval em uma cidade do interior. Nunca fui muito de pular Carnaval, e minhas últimas experiências nesse tipo de lugar não foram lá muito animadoras e empolgantes.
Mas alguma coisa, além da presença de meus queridos amigos, me dizia pra aceitar. Como gosto de seguir minha intuição, lá fui eu pra Madalena, Trajano, Visconde e afins. Confesso que nem depois de aceitar, estava animado - muito devido às complicações que vinha enfrentando. Só que, assim que pisamos lá, percebi que seria inesquecível.
Longe de toda a tecnologia, toda a rotina, todos os problemas, todas as pessoas fúteis e insuportáveis, pude rever o mundo como ele era antes. Nem mesmo o telefone celular funcionava - o que só era ruim na hora de matar a saudade da família. Mas tudo que eu critiquei naquela postagem, pude deixar pra trás na casa da querida tia Noêmia.
Pude fazer amigos olhando olho no olho, me relacionar com pessoas que não se preocupam com o que você tem e sim com o que você é, andar na rua sem o medo de encontrar aquela pessoa falsa. Pude sentar no terraço e ver as estrelas, conversar com os amigos sem horários de compromissos pra me preocupar, pensar na minha vida como um todo.
E todos esses momentos me fizeram chegar à seguinte conclusão: aquele é o meu estilo de vida, mas que infelizmente é muito difícil de adaptar à minha realidade. E, mais que isso, pude concluir que existe SIM gente como eu: orgulho de ser simples, de ser humilde, com vontade de se relacionar frente a frente, com bondade no coração. Existe gente como antigamente.
Conheci pessoas que espero não perder contato. Algumas bem mais novas que eu, outras bem mais velhas. Idade nunca me importou: a maturidade e o caráter estão sempre acima dela. Só tenho a agradecer aos amigos Thor e Fábio pelo convite, às famílias deles pela recepção e hospitalidade, e a todas as pessoas que lá conheci e fizeram do meu Carnaval inesquecível.
Desejo que todos tenham a mesma oportunidade que eu tive: passar momentos ótimos, inesquecíveis, confortantes, esperançosos, verdadeiros; que conheçam o mundo como ele já foi, mas não é mais devido à globalização ou sei lá o que; mas desejo, acima de tudo, poder voltar lá várias e várias vezes. Obrigado, Carnaval!
Enquanto lutava pra vencer problemas pessoas bem chatos, recebi um convite. Inicialmente, nem levei muita fé: amigos me chamando pra passar o Carnaval em uma cidade do interior. Nunca fui muito de pular Carnaval, e minhas últimas experiências nesse tipo de lugar não foram lá muito animadoras e empolgantes.
Mas alguma coisa, além da presença de meus queridos amigos, me dizia pra aceitar. Como gosto de seguir minha intuição, lá fui eu pra Madalena, Trajano, Visconde e afins. Confesso que nem depois de aceitar, estava animado - muito devido às complicações que vinha enfrentando. Só que, assim que pisamos lá, percebi que seria inesquecível.
Longe de toda a tecnologia, toda a rotina, todos os problemas, todas as pessoas fúteis e insuportáveis, pude rever o mundo como ele era antes. Nem mesmo o telefone celular funcionava - o que só era ruim na hora de matar a saudade da família. Mas tudo que eu critiquei naquela postagem, pude deixar pra trás na casa da querida tia Noêmia.
Pude fazer amigos olhando olho no olho, me relacionar com pessoas que não se preocupam com o que você tem e sim com o que você é, andar na rua sem o medo de encontrar aquela pessoa falsa. Pude sentar no terraço e ver as estrelas, conversar com os amigos sem horários de compromissos pra me preocupar, pensar na minha vida como um todo.
E todos esses momentos me fizeram chegar à seguinte conclusão: aquele é o meu estilo de vida, mas que infelizmente é muito difícil de adaptar à minha realidade. E, mais que isso, pude concluir que existe SIM gente como eu: orgulho de ser simples, de ser humilde, com vontade de se relacionar frente a frente, com bondade no coração. Existe gente como antigamente.
Conheci pessoas que espero não perder contato. Algumas bem mais novas que eu, outras bem mais velhas. Idade nunca me importou: a maturidade e o caráter estão sempre acima dela. Só tenho a agradecer aos amigos Thor e Fábio pelo convite, às famílias deles pela recepção e hospitalidade, e a todas as pessoas que lá conheci e fizeram do meu Carnaval inesquecível.
Desejo que todos tenham a mesma oportunidade que eu tive: passar momentos ótimos, inesquecíveis, confortantes, esperançosos, verdadeiros; que conheçam o mundo como ele já foi, mas não é mais devido à globalização ou sei lá o que; mas desejo, acima de tudo, poder voltar lá várias e várias vezes. Obrigado, Carnaval!
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Perdido entre gerações
Vivo em uma geração que se encaminha pra um buraco sem volta. Tudo é feito através da internet. Os adolescentes fazem coisas importantes como pedir desculpas ou demonstrar um sentimento por trás da tela de um computador ou de um celular; elas não se relacionam mais. Onde isso vai parar? Será que vamos chegar ao extremo de nem nos olharmos mais? Visualizo todas as pessoas andando nas ruas como zumbis e mexendo no celular - comunicando-se única e exclusivamente através dele.
E não é só nesse sentido que a geração atual - infelizmente, a minha - é desagradável. Um fator que também me incomoda bastante é a música, que em grande parte é um lixo. O rock brasileiro inexiste, salvo raridades como Detonautas e Charlie Brown, já há algum tempo na estrada. Lixos como Restart, Cine, Justin Bieber, Katy Perry, Cláudia Leitte, e todos os "sertanejos universitários" - por favor, parem de chamá-los de sertanejos! - são apenas alguns exemplos de porcarias que fazem enorme sucesso atualmente.
O próprio Rock in Rio foi grande exemplo disso: apesar de ter visto boas atrações como System of a Down, Slipknot, Coldplay, Metallica, Shakira e poucos outros - que até fogem do meu gosto pessoal, mas são de boa qualidade -, é de chorar se compararmos com as edições anteriores. Não se vê mais música BOA como antigamente. Não na quantidade que víamos trinta, quarenta, cinquenta anos atrás. Sorte dos nossos pais e avós..
Como fator central de toda essa discussão, vejo um problema grave: a falta de IDEAIS. Claramente presentes nas gerações passadas, a busca e a briga pelos ideais, objetivos e sonhos eram comuns, principalmente no meio jovem. Hoje, tudo se faz pelo - de novo ele - computador. O máximo que vimos nessa suposta briga são eventos no Facebook. Claro que ainda existe aquela minoria reprimida que vai à rua e reivindica seus direitos, protesta, cobra, mas são uma minúscula parte da sociedade. Até porque a política virou sinônimo de caretice.
Não tô aqui pra pagar de nerd pseudo-cult: sou viciado em internet, vivo mexendo no celular, o mundo digital é, sim, fascinante. Mas eu, graças a Deus, sei separar as coisas. Sei a hora de largar o virtual e passar pro real, e sinto falta de mais pessoas que compartilhem dessa iniciativa. Não passa pela minha cabeça pedir desculpas por mensagem ou falar "fulana, eu te amo" pelo MSN. Me sinto um perdido, um intruso nessa geração. Da música à atitude - e, talvez, ambos estejam interligados. Como muito já ouvi, "acho que nasci na época errada"..
E não é só nesse sentido que a geração atual - infelizmente, a minha - é desagradável. Um fator que também me incomoda bastante é a música, que em grande parte é um lixo. O rock brasileiro inexiste, salvo raridades como Detonautas e Charlie Brown, já há algum tempo na estrada. Lixos como Restart, Cine, Justin Bieber, Katy Perry, Cláudia Leitte, e todos os "sertanejos universitários" - por favor, parem de chamá-los de sertanejos! - são apenas alguns exemplos de porcarias que fazem enorme sucesso atualmente.
O próprio Rock in Rio foi grande exemplo disso: apesar de ter visto boas atrações como System of a Down, Slipknot, Coldplay, Metallica, Shakira e poucos outros - que até fogem do meu gosto pessoal, mas são de boa qualidade -, é de chorar se compararmos com as edições anteriores. Não se vê mais música BOA como antigamente. Não na quantidade que víamos trinta, quarenta, cinquenta anos atrás. Sorte dos nossos pais e avós..
Como fator central de toda essa discussão, vejo um problema grave: a falta de IDEAIS. Claramente presentes nas gerações passadas, a busca e a briga pelos ideais, objetivos e sonhos eram comuns, principalmente no meio jovem. Hoje, tudo se faz pelo - de novo ele - computador. O máximo que vimos nessa suposta briga são eventos no Facebook. Claro que ainda existe aquela minoria reprimida que vai à rua e reivindica seus direitos, protesta, cobra, mas são uma minúscula parte da sociedade. Até porque a política virou sinônimo de caretice.
Não tô aqui pra pagar de nerd pseudo-cult: sou viciado em internet, vivo mexendo no celular, o mundo digital é, sim, fascinante. Mas eu, graças a Deus, sei separar as coisas. Sei a hora de largar o virtual e passar pro real, e sinto falta de mais pessoas que compartilhem dessa iniciativa. Não passa pela minha cabeça pedir desculpas por mensagem ou falar "fulana, eu te amo" pelo MSN. Me sinto um perdido, um intruso nessa geração. Da música à atitude - e, talvez, ambos estejam interligados. Como muito já ouvi, "acho que nasci na época errada"..
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Se a vida começasse agora
Muito se discute a concepção de "inesquecível". Nunca tive uma opinião formada sobre isso. Mas depois do dia dois de outubro de 2011, parece que começo a criar uma idéia concreta. Eu definiria assim: inesquecível, pra mim, é quando você enfrenta trânsito, sol, calor, 14 horas em pé no meio de uma multidão, empurra-empurra, chuva, vento, frio, fome, sede e muitas outras coisas, sem se arrepender de nada. Pelo contrário, lembrar pra sempre desse dia, com muito carinho, desejando que algum dia ele se repita.
E a boa notícia é que ele pode se repetir. O Rock in Rio, que apesar dos problemas e críticas recebidas - muitas delas procedentes -, teve um saldo muito positivo e já tem sua próxima edição na Cidade do Rock marcada: Setembro de 2013. Particularmente, espero que ele volte com mais rock, ou seja, mais dias como o inesquecível 2 de outubro, de Detonautas, Pitty, Evanescence, System of a Down e Guns n' Roses, ou também 25 de Setembro, de Slipknot e Metallica.
Mas nem tudo são flores, e como eu já citei acima, existem problemas a serem solucionados. Tá certo que confusão e empurra-empurra sempre vai existir num local onde 100 mil pessoas se expremem e assistem um show de rock. Mas é preciso viabilizar saídas rápidas do meio da multidão pra quando esses ânimos se exaltam demais, como no início do show do SOAD. Vi muita gente passando mal, sem ar, eu mesmo fiquei assim. E não dava pra sair..
Só que, enfim, como resolver isso não cabe a mim, prefiro ficar na saudade de momentos realmente especiais do Rock in Rio 2011, que me permitiu chegar perto de alguns dos meus ídolos da música e relembrar muita coisa da infância/adolescência. Pra marcar esse post, vou postar um vídeo de cada show. Viva o Rock, porra!
Detonautas - o show em si foi ótimo, misturando rock com críticas políticas. Mas especial e marcante, pra mim, foi a homenagem ao Nirvana:
Pitty - Surpreendente pra mim, Pitty fez um ótimo show e contagiou até quem não era fã. E também homenageou Nirvana durante sua música. Boa!
Evanescence - Apesar de não conhecer quase nenhuma música do show e não ter curtido a maioria, a voz da Amy Lee impressiona. Sendo rock, então, melhor ainda!
System of a Down - Meu show mais esperado da noite. Marcou a infância, a adolescência e continua marcando minha vida até hoje. Emocionante!!
Guns n' Roses - Apesar do atraso de sempre e da voz ruim pela TV - ao vivo estava muito boa, tomei um susto quando vi as gravações -, Guns é Guns. Meu segundo show deles, muito bom. Fechou com chave de ouro.
QUE VENHA 2013!
E a boa notícia é que ele pode se repetir. O Rock in Rio, que apesar dos problemas e críticas recebidas - muitas delas procedentes -, teve um saldo muito positivo e já tem sua próxima edição na Cidade do Rock marcada: Setembro de 2013. Particularmente, espero que ele volte com mais rock, ou seja, mais dias como o inesquecível 2 de outubro, de Detonautas, Pitty, Evanescence, System of a Down e Guns n' Roses, ou também 25 de Setembro, de Slipknot e Metallica.
Mas nem tudo são flores, e como eu já citei acima, existem problemas a serem solucionados. Tá certo que confusão e empurra-empurra sempre vai existir num local onde 100 mil pessoas se expremem e assistem um show de rock. Mas é preciso viabilizar saídas rápidas do meio da multidão pra quando esses ânimos se exaltam demais, como no início do show do SOAD. Vi muita gente passando mal, sem ar, eu mesmo fiquei assim. E não dava pra sair..
Só que, enfim, como resolver isso não cabe a mim, prefiro ficar na saudade de momentos realmente especiais do Rock in Rio 2011, que me permitiu chegar perto de alguns dos meus ídolos da música e relembrar muita coisa da infância/adolescência. Pra marcar esse post, vou postar um vídeo de cada show. Viva o Rock, porra!
Detonautas - o show em si foi ótimo, misturando rock com críticas políticas. Mas especial e marcante, pra mim, foi a homenagem ao Nirvana:
Pitty - Surpreendente pra mim, Pitty fez um ótimo show e contagiou até quem não era fã. E também homenageou Nirvana durante sua música. Boa!
Evanescence - Apesar de não conhecer quase nenhuma música do show e não ter curtido a maioria, a voz da Amy Lee impressiona. Sendo rock, então, melhor ainda!
System of a Down - Meu show mais esperado da noite. Marcou a infância, a adolescência e continua marcando minha vida até hoje. Emocionante!!
Guns n' Roses - Apesar do atraso de sempre e da voz ruim pela TV - ao vivo estava muito boa, tomei um susto quando vi as gravações -, Guns é Guns. Meu segundo show deles, muito bom. Fechou com chave de ouro.
QUE VENHA 2013!
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