Vivo em uma geração que se encaminha pra um buraco sem volta. Tudo é feito através da internet. Os adolescentes fazem coisas importantes como pedir desculpas ou demonstrar um sentimento por trás da tela de um computador ou de um celular; elas não se relacionam mais. Onde isso vai parar? Será que vamos chegar ao extremo de nem nos olharmos mais? Visualizo todas as pessoas andando nas ruas como zumbis e mexendo no celular - comunicando-se única e exclusivamente através dele.
E não é só nesse sentido que a geração atual - infelizmente, a minha - é desagradável. Um fator que também me incomoda bastante é a música, que em grande parte é um lixo. O rock brasileiro inexiste, salvo raridades como Detonautas e Charlie Brown, já há algum tempo na estrada. Lixos como Restart, Cine, Justin Bieber, Katy Perry, Cláudia Leitte, e todos os "sertanejos universitários" - por favor, parem de chamá-los de sertanejos! - são apenas alguns exemplos de porcarias que fazem enorme sucesso atualmente.
O próprio Rock in Rio foi grande exemplo disso: apesar de ter visto boas atrações como System of a Down, Slipknot, Coldplay, Metallica, Shakira e poucos outros - que até fogem do meu gosto pessoal, mas são de boa qualidade -, é de chorar se compararmos com as edições anteriores. Não se vê mais música BOA como antigamente. Não na quantidade que víamos trinta, quarenta, cinquenta anos atrás. Sorte dos nossos pais e avós..
Como fator central de toda essa discussão, vejo um problema grave: a falta de IDEAIS. Claramente presentes nas gerações passadas, a busca e a briga pelos ideais, objetivos e sonhos eram comuns, principalmente no meio jovem. Hoje, tudo se faz pelo - de novo ele - computador. O máximo que vimos nessa suposta briga são eventos no Facebook. Claro que ainda existe aquela minoria reprimida que vai à rua e reivindica seus direitos, protesta, cobra, mas são uma minúscula parte da sociedade. Até porque a política virou sinônimo de caretice.
Não tô aqui pra pagar de nerd pseudo-cult: sou viciado em internet, vivo mexendo no celular, o mundo digital é, sim, fascinante. Mas eu, graças a Deus, sei separar as coisas. Sei a hora de largar o virtual e passar pro real, e sinto falta de mais pessoas que compartilhem dessa iniciativa. Não passa pela minha cabeça pedir desculpas por mensagem ou falar "fulana, eu te amo" pelo MSN. Me sinto um perdido, um intruso nessa geração. Da música à atitude - e, talvez, ambos estejam interligados. Como muito já ouvi, "acho que nasci na época errada"..
Não sou critico musical, muito menos tenho experiência em tocar algum instrumento, mas vou colocar minha opinião.
ResponderExcluirCompartilho da mesma visão que sua e a de outros, Justin Bieber é muito fraquinho. Não há nada nele que me atraia a atenção, sempre com suas musicas repetitivas e suas dancinhas sem graça, assim como seu "mestre", USHER.
Agora vewm a questão que me intriga. Será o Justin Bieber, o Cine, e outras mais, tão nocivos a sociedade? As vezes eu acho um exagero a forma como dão atenção a esses seres, ainda mais num período da história onde a internet garante a possibilidade de contemplar o gosto de todos os tipos de pessoas.
No que diz respeito a essa questão de falta de ideais, a sociologia ja trata desta questão. Se se interessar por isso,leia Zygmunt Bauman.