terça-feira, 1 de novembro de 2011

Perdido entre gerações

Vivo em uma geração que se encaminha pra um buraco sem volta. Tudo é feito através da internet. Os adolescentes fazem coisas importantes como pedir desculpas ou demonstrar um sentimento por trás da tela de um computador ou de um celular; elas não se relacionam mais. Onde isso vai parar? Será que vamos chegar ao extremo de nem nos olharmos mais? Visualizo todas as pessoas andando nas ruas como zumbis e mexendo no celular - comunicando-se única e exclusivamente através dele.

E não é só nesse sentido que a geração atual - infelizmente, a minha - é desagradável. Um fator que também me incomoda bastante é a música, que em grande parte é um lixo. O rock brasileiro inexiste, salvo raridades como Detonautas e Charlie Brown, já há algum tempo na estrada. Lixos como Restart, Cine, Justin Bieber, Katy Perry, Cláudia Leitte, e todos os "sertanejos universitários" - por favor, parem de chamá-los de sertanejos! - são apenas alguns exemplos de porcarias que fazem enorme sucesso atualmente.

O próprio Rock in Rio foi grande exemplo disso: apesar de ter visto boas atrações como System of a Down, Slipknot, Coldplay, Metallica, Shakira e poucos outros - que até fogem do meu gosto pessoal, mas são de boa qualidade -, é de chorar se compararmos com as edições anteriores. Não se vê mais música BOA como antigamente. Não na quantidade que víamos trinta, quarenta, cinquenta anos atrás. Sorte dos nossos pais e avós..

Como fator central de toda essa discussão, vejo um problema grave: a falta de IDEAIS. Claramente presentes nas gerações passadas, a busca e a briga pelos ideais, objetivos e sonhos eram comuns, principalmente no meio jovem. Hoje, tudo se faz pelo - de novo ele - computador. O máximo que vimos nessa suposta briga são eventos no Facebook. Claro que ainda existe aquela minoria reprimida que vai à rua e reivindica seus direitos, protesta, cobra, mas são uma minúscula parte da sociedade. Até porque a política virou sinônimo de caretice.

Não tô aqui pra pagar de nerd pseudo-cult: sou viciado em internet, vivo mexendo no celular, o mundo digital é, sim, fascinante. Mas eu, graças a Deus, sei separar as coisas. Sei a hora de largar o virtual e passar pro real, e sinto falta de mais pessoas que compartilhem dessa iniciativa. Não passa pela minha cabeça pedir desculpas por mensagem ou falar "fulana, eu te amo" pelo MSN. Me sinto um perdido, um intruso nessa geração. Da música à atitude - e, talvez, ambos estejam interligados. Como muito já ouvi, "acho que nasci na época errada"..

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Se a vida começasse agora

Muito se discute a concepção de "inesquecível". Nunca tive uma opinião formada sobre isso. Mas depois do dia dois de outubro de 2011, parece que começo a criar uma idéia concreta. Eu definiria assim: inesquecível, pra mim, é quando você enfrenta trânsito, sol, calor, 14 horas em pé no meio de uma multidão, empurra-empurra, chuva, vento, frio, fome, sede e muitas outras coisas, sem se arrepender de nada. Pelo contrário, lembrar pra sempre desse dia, com muito carinho, desejando que algum dia ele se repita.

E a boa notícia é que ele pode se repetir. O Rock in Rio, que apesar dos problemas e críticas recebidas - muitas delas procedentes -, teve um saldo muito positivo e já tem sua próxima edição na Cidade do Rock marcada: Setembro de 2013. Particularmente, espero que ele volte com mais rock, ou seja, mais dias como o inesquecível 2 de outubro, de Detonautas, Pitty, Evanescence, System of a Down e Guns n' Roses, ou também 25 de Setembro, de Slipknot e Metallica.

Mas nem tudo são flores, e como eu já citei acima, existem problemas a serem solucionados. Tá certo que confusão e empurra-empurra sempre vai existir num local onde 100 mil pessoas se expremem e assistem um show de rock. Mas é preciso viabilizar saídas rápidas do meio da multidão pra quando esses ânimos se exaltam demais, como no início do show do SOAD. Vi muita gente passando mal, sem ar, eu mesmo fiquei assim. E não dava pra sair..

Só que, enfim, como resolver isso não cabe a mim, prefiro ficar na saudade de momentos realmente especiais do Rock in Rio 2011, que me permitiu chegar perto de alguns dos meus ídolos da música e relembrar muita coisa da infância/adolescência. Pra marcar esse post, vou postar um vídeo de cada show. Viva o Rock, porra!

Detonautas - o show em si foi ótimo, misturando rock com críticas políticas. Mas especial e marcante, pra mim, foi a homenagem ao Nirvana:



Pitty - Surpreendente pra mim, Pitty fez um ótimo show e contagiou até quem não era fã. E também homenageou Nirvana durante sua música. Boa!



Evanescence - Apesar de não conhecer quase nenhuma música do show e não ter curtido a maioria, a voz da Amy Lee impressiona. Sendo rock, então, melhor ainda!



System of a Down - Meu show mais esperado da noite. Marcou a infância, a adolescência e continua marcando minha vida até hoje. Emocionante!!



Guns n' Roses - Apesar do atraso de sempre e da voz ruim pela TV - ao vivo estava muito boa, tomei um susto quando vi as gravações -, Guns é Guns. Meu segundo show deles, muito bom. Fechou com chave de ouro.



QUE VENHA 2013!

domingo, 4 de setembro de 2011

Liberdade

Desde pequeno, gostava muito de escrever. Uma grande vontade que tive desde que comecei a usar a internet - àquela época, limitadíssima em relação a hoje - foi ter um blog. Depois de muito procrastinar, coisa que faço muito, resolvi criá-lo. A grande dúvida era: sobre o que escrever? Foi então que surgiu a idéia do Mundo Alvinegro, onde gosto de expor minhas opiniões sobre o Glorioso.

Sempre tive muita facilidade de escrever sobre futebol - principalmente sobre o Botafogo. É um tema específico, que gosto bastante e, depois de anos e anos acompanhando esse esporte incrível, é um assunto sobre o qual adquiri algum entendimento. Só que a idéia acabou ficando incompleta. Minha vontade, lá no início, não era restringir tanto o tema, mesmo sendo algo que eu goste muito de escrever.

Então, decidi, depois de quase três anos de puro alvinegrismo, criar outro espaço - talvez mais reservado - pra que possa escrever sobre outros assuntos. Meus interesses, minhas preferências, meus momentos, ou seja, minha vida. Algo um pouco diferente. Talvez seja mais um diário mesmo, sem grande necessidade de divulgação. Só pelos registros e, talvez, pela interação com os amigos. Mas o que importa mesmo é escrever.

Passei tanto tempo escrevendo sobre futebol, táticas, técnicas e análises sobre o Botafogo que me sinto preso pra escrever com liberdade. Somando isso à pressão dos temas impostos em escolas e faculdades, então, acaba ficando mecânico e repetitivo. Você trava diante dessa liberdade.. Inclusive, estou achando esse texto inicial péssimo, então vai ser bom pra praticar, haha.

Enfim, espero ter um registro bacana pra que eu possa olhar daqui a um tempo, assim como ocorre no Mundo Alvinegro. Vai ser, agora, um bom treinamento. E, futuramente, um bom diário de recordações, pra quando eu for um jornalista famoso (rs). Está aberto o espaço!