O estudo da tática ganha cada vez mais espaço das discussões em bar às mesas redondas da televisão. De fato, a distribuição dos jogadores em campo e suas funções viraram fortes aliados dos treinadores mais espertos. O futebol exige, sim, um processo de aperfeiçoamento contínuo. A prova disso é o folclórico Joel Santana, que tornou-se obsoleto, e sua prancheta, apesar de sempre presente, que virou mero enfeite nas mãos do apenas motivador.
Assim como os jogadores, treinadores também evoluem. É o caso de Tite. Antes figurante, hoje o treinador se mostra profundo entendedor do processo tático que se passa em campo, como demonstrou na entrevista à ESPN, mostrando que o título brasileiro e a marcante conquista da Libertadores não foram coincidência. É preciso estudar cada variável e cada movimento dos onze jogadores em campo.
A principal das mudanças desenvolvidas pelo aspecto tático é a compactação do meio-campo. Simbolizada pelo surgimento de Arouca, hoje no Santos, a evolução tática envolve função e posicionamento de volantes e meias. Hoje, caíram por terra as nomeações de "primeiro volante", que seria responsável pela marcação, e "segundo volante", encarregado da saída de bola e ligação entre defesa e ataque. Agora, é preciso saber desempenhar ambas as funções.
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| Acostume-se com essa imagem: desenhos táticos viraram tendência no mundo do futebol |
A chegada de um volante à frente deixou de ser um "elemento surpresa", expressão eternizada pelos locutores por todo o país. Paulinho, volante do Corinthians e um dos melhores e mais regulares jogadores do Brasil, é presença constante na armação e finalização de jogadas, além de um exímio marcador. Já Renato, do Botafogo, apesar da ótima saída de bola - que também não apresenta a mesma eficiência de antes, já não compensa a falta de poder combativo, o que o fez perder a vaga para o jovem e talentoso Jádson.
Os meias também sofreram com a modernização tática do padrão de jogo. Jogadores mais lentos, diante de um futebol tão corrido e dinâmico, precisam provar a cada jogo que a eficiência técnica não prejudica a competitividade da equipe. Apenas os grandes nomes sobrevivem - como Alex, ex-Fener, e Ganso, que precisa superar seu momento de baixa, hoje no São Paulo. Também é comum que volantes experientes de muita técnica sejam adiantados para a armação, como os casos de Deco e Seedorf, a fim de não comprometer o sistema defensivo da equipe.
Tendência por todo o mundo, o esquema 4-2-3-1 passou a exigir mais também dos atacantes. Antes divididos em centroavantes e "wingers" - os conhecidos pontas, cada vez mais precisam se aperfeiçoar. O estilo mais buscado hoje em dia é o atacante que sabe participar da dinâmica da equipe, voltando para buscar jogo e também caindo pelas pontar para a entrada dos meias na área, sem perder seu poder de finalização. Como exemplos, temos Leandro Damião e Emerson Sheik - para não cair no lugar-comum de citar Neymar, o "faz-tudo" do Santos e também do futebol brasileiro.
Sendo assim, podemos perceber que a evolução tática promoveu o dinamismo entre as posições, que não são mais tão fixas como antes. Hoje, os conhecidos zagueiro-zagueiro e pivozão não se criam mais. É preciso saber explorar suas melhores qualidades individuais sem perder a competitividade da equipe. Todos precisam se encaixar no esquema tático de um futebol cada vez mais coletivo - tanto é que esse passa a ser o maior desafio de Mano Menezes na Seleção Brasileira, visando a Copa do Mundo de 2014: é preciso montar um grupo competitivo a partir de tantos valores individuais disponíveis. Mãos à obra e muita tática!

Gastou, hein! Se foi sua redação do enem, aposto que tirou um 10! hahaha
ResponderExcluirErrrrr, digamos que sim! RS
ExcluirSó digo uma coisa, você quer revolucionar o mundo das táticas? Faça isso, tire A MERDA DO ANDREZINHO DO SEU TIME.
ResponderExcluirPORRA
No que dependesse de mim, ele não teria nem sido contratado, rs. Ele se encaixa, no texto, na parte dos meias lentos!
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