Recentemente, fiz uma postagem sobre o modo de relacionamento das pessoas. Pois bem, mal sabia eu que, um tempinho depois, passaria um Carnaval que, de várias formas, me encheu de esperança e felicidade ao ver que nem tudo está perdido - apenas desviado do caminho certo devido às transformações da sociedade moderna.
Enquanto lutava pra vencer problemas pessoas bem chatos, recebi um convite. Inicialmente, nem levei muita fé: amigos me chamando pra passar o Carnaval em uma cidade do interior. Nunca fui muito de pular Carnaval, e minhas últimas experiências nesse tipo de lugar não foram lá muito animadoras e empolgantes.
Mas alguma coisa, além da presença de meus queridos amigos, me dizia pra aceitar. Como gosto de seguir minha intuição, lá fui eu pra Madalena, Trajano, Visconde e afins. Confesso que nem depois de aceitar, estava animado - muito devido às complicações que vinha enfrentando. Só que, assim que pisamos lá, percebi que seria inesquecível.
Longe de toda a tecnologia, toda a rotina, todos os problemas, todas as pessoas fúteis e insuportáveis, pude rever o mundo como ele era antes. Nem mesmo o telefone celular funcionava - o que só era ruim na hora de matar a saudade da família. Mas tudo que eu critiquei naquela postagem, pude deixar pra trás na casa da querida tia Noêmia.
Pude fazer amigos olhando olho no olho, me relacionar com pessoas que não se preocupam com o que você tem e sim com o que você é, andar na rua sem o medo de encontrar aquela pessoa falsa. Pude sentar no terraço e ver as estrelas, conversar com os amigos sem horários de compromissos pra me preocupar, pensar na minha vida como um todo.
E todos esses momentos me fizeram chegar à seguinte conclusão: aquele é o meu estilo de vida, mas que infelizmente é muito difícil de adaptar à minha realidade. E, mais que isso, pude concluir que existe SIM gente como eu: orgulho de ser simples, de ser humilde, com vontade de se relacionar frente a frente, com bondade no coração. Existe gente como antigamente.
Conheci pessoas que espero não perder contato. Algumas bem mais novas que eu, outras bem mais velhas. Idade nunca me importou: a maturidade e o caráter estão sempre acima dela. Só tenho a agradecer aos amigos Thor e Fábio pelo convite, às famílias deles pela recepção e hospitalidade, e a todas as pessoas que lá conheci e fizeram do meu Carnaval inesquecível.
Desejo que todos tenham a mesma oportunidade que eu tive: passar momentos ótimos, inesquecíveis, confortantes, esperançosos, verdadeiros; que conheçam o mundo como ele já foi, mas não é mais devido à globalização ou sei lá o que; mas desejo, acima de tudo, poder voltar lá várias e várias vezes. Obrigado, Carnaval!
Que bom que você gostou e, acima de tudo, descobriu a possibilidade de declarar independênte da internet.
ResponderExcluirAgora, duvido que você consiga se desfazer, mesmo que por pouco tempo, da sua maior mania: o fogão!
Com certeza, Gust. E você é uma pessoa que eu gostaria de levar lá, um irmão que me acompanha desde pequeno.
ExcluirCORREÇÃO: SE DECLARAR INDEPENDENTE**
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